Saúde Mental na pandemia: um tema que não deve ser deixado de lado

Publicado em: 02/09/2021

Artigo de Gestão - Ajorsul

Os momentos difíceis que vivemos do ponto de vista sanitário trazem não só preocupações clínicas, mas também abrem uma janela para o momento que muitos estão chamando de COVID mental. Índices de depressão e ansiedade aumentaram em todo o mundo e no Brasil, que já era um campeão de casos de ansiedade e 5ocolocado no ranking mundial em casos de depressão esse quadro não foi diferente.

Antes de mais nada é importante considerar que a ansiedade, em termos gerais, é o medo do futuro. Se formos pensar em termos de Brasil, é um raciocínio lógico pensar quem não tem medo do futuro diante de tantas situações que estamos sendo obrigados a enfrentar? No passado, as empresas e organizações tinham planejamento estratégico que em alguns casos iam décadas à frente. Hoje, há dificuldade de planejar o que será feito em 30 dias diante de tantas inconstâncias que acontecem no mercado de trabalho.

Ao mesmo tempo que vemos esse cenário de crise de saúde mental, naturalmente ocorre um aumento do número de afastamentos do trabalho. Indicadores de saúde mental estão tendo impacto muito grande na previdência chegando a ocupar o 2o ou 3o lugar entre os motivos de afastamento das atividades profissionais. O agravante é que não estamos falando de uma doença de poucos dias, mas de algo que não é rapidamente recuperável. Muitas vezes demoram meses para que a pessoa consiga se reabilitar e há um peso muito grande para empresa e para o profissional. Diante disso é importante ter o amparo de profissionais da medicina do trabalho, psicologia e psiquiatria atentos não só ao tratamento, mas também a medidas de prevenção visando exatamente promover a diminuição desses casos para orientar as pessoas a viver neste quadro de pandemia da melhor forma possível em um mundo onde a vida pessoal e profissional se misturaram e tivemos de nos readaptar de forma brusca. Procurar ajuda de profissionais da saúde é fundamental aliando psicoterapia e medicação nos casos indicados.

Everton Zambon. Psicólogo com graduação, Mestrado e Doutorado pela PUCRS, Gestor de Recursos Humanos, Palestrante no campo da Gestão de Pessoas, Liderança e Relacionamento interpessoal.